Prejuízos

 

Em alguns países como o Brasil, programas governistas subsidiam a produção do tabaco, enquanto outros programas do mesmo governo procuram reduzir o consumo de fumo. Esta situação é um contra-senso no que se refere aos problemas de saúde pública. Como conciliar uma política de subsídios à produção do tabaco e uma política de controle do tabagismo?

O subsídio ao tabaco impede que haja um progresso legislativo no sentido de livrar a sociedade dos malefícios por ele causados.

A indústria argumenta que o tabaco é vital para a saúde econômica do país e desconsidera seus efeitos nocivos na saúde do indivíduo e no meio ambiente, bem como as perdas econômicas que gera. Contrata até firmas de consultoria para estimar a contribuição do tabaco na economia. A partir daí, apresenta aos políticos algarismos , aparentemente impressionantes, sobre o número de empregos gerados e sobre os rendimentos provenientes da taxação e da exportação dos derivados do tabaco. Contudo, a importância econômica do tabaco é grosseiramente superestimada e apresentada de forma distorcida pela indústria.

É portanto, fundamental que se fale dos prejuízos que o uso do tabaco acarreta aos governos, aos empregadores, aos indivíduos e aos próprios agricultores.

Fonte: Ministério da Saúde. Instituto Nacional do Câncer. Coordenação Nacional de Controle de Tabagismo e prevenção primária - CONTAPP. "Falando Sobre Tabagismo". Rio de Janeiro, 1996. http://www.inca.org.br/prevencao/tabagismo/prejuizos.html.

 

Aspectos Econômicos

De acordo com o Banco Mundial, o consumo do fumo gera uma perda mundial de 200 bilhões de dólares por ano. Esta perda é causada por diversos fatores, como sobrecarga do sistema de saúde com tratamento das doenças causadas pelo fumo, mortes precoces de cidadãos em idade produtiva, maior índice de aposentadoria precoce, aumento de 33% a 45% no índice de faltas ao trabalho, menor rendimento no trabalho, mais gastos com seguros mais gastos com limpeza, manutenção de equipamentos e reposição de mobiliários, maiores perdas com incêndios e redução da qualidade de vida do fumante e de sua família.

Mesmo assim, a receita proveniente da taxação do tabaco, a geração de empregos são argumentos empregados pela indústria fumageira no seu lobby econômico para convencer as instâncias governamentais da importância da indústria do fumo para a economia do país, o que, é claro, acaba por dificultar as ações de controle do tabagismo.

O recolhimento de impostos é muito significativo para a economia do país, mas os  decorrentes do tabagismo superam qualquer questionamento puramente econômico. O Brasil taxa, atualmente, o maço de cigarro em 74%, enquanto outros países como a Dinamarca o taxam em até 83%.

Fontes: BANCO MUNDIAL. "Novo desafio à saúde do adulto". Washington, DC: B. M., p.104-105, 1991.

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER/

FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS."

A economia do tabaco no Brasil: análise e propostas para a redução de consumo". Rio de Janeiro, 1996. Em alguns países como o Brasil, programas governistas subsidiam a produção do tabaco, enquanto outros programas do mesmo governo procuram reduzir o consumo de fumo. Esta situação é um contra-senso no que se refere aos problemas de saúde pública. Como conciliar uma política de subsídios à produção do tabaco e uma política de controle do tabagismo?

O subsídio ao tabaco impede que haja um progresso legislativo no sentido de livrar a sociedade dos malefícios por ele causados.

A indústria argumenta que o tabaco é vital para a saúde econômica do país e desconsidera seus efeitos nocivos na saúde do indivíduo e no meio ambiente, bem como as perdas econômicas que gera. Contrata até firmas de consultoria para estimar a contribuição do tabaco na economia. A partir daí, apresenta aos políticos algarismos , aparentemente impressionantes, sobre o número de empregos gerados e sobre os rendimentos provenientes da taxação e da exportação dos derivados do tabaco. Contudo, a importância econômica do tabaco é grosseiramente superestimada e apresentada de forma distorcida pela indústria.

É portanto, fundamental que se fale dos prejuízos que o uso do tabaco acarreta aos governos, aos empregadores, aos indivíduos e aos próprios agricultores.

Fonte: Ministério da Saúde. Instituto Nacional do Câncer. Coordenação Nacional de Controle de Tabagismo e prevenção primária - CONTAPP. "Falando Sobre Tabagismo". Rio de Janeiro, 1996. http://www.inca.org.br/prevencao/tabagismo/prejuizos.html.

 

 

Tabagismo e DESMATAMENTO

Desmatamento

Os prejuízos causados ao meio ambiente estão diretamente relacionados ao cultivo do tabaco. O desmatamento em larga escala, para obtenção da lenha usada nas estufas onde é feita a cura (secagem) das folhas do tabaco, contribui para a ocorrência de erosões e destruição do solo que torna-se exposto às chuvas fortes e à insolação, e para a perda de matéria orgânica com conseqüente empobrecimento do solo.

Neste processo, queimam-se muitas árvores, na proporção de uma árvore para cada 300 cigarros produzidos. Dados de 1992/93 da Associação de Fumicultores do Brasil (AFUBRA), contabilizam 115.850 estufas para secagem do fumo no sul do Brasil. Neste período foram consumidas 37.505.000 árvores para o processo de secagem das folhas, o que dá a dimensão do impacto ambiental, principalmente ao se considerar a crescente expansão da lavoura fumageira no Brasil.

Além disso, árvores também são sacrificadas para a fabricação do papel utilizado na manufatura do cigarro. Em 1988, foram produzidos 157,9 bilhões de cigarros no Brasil, o que representou 526 milhões de árvores queimadas. Ainda que as zonas desmatadas sejam reflorestadas, não serão refeitas as condições naturais quanto à flora e à fauna da mata virgem.

 

TABAGISMO e CONTAMINAÇÃO do Solo

Visando melhores safras e maiores lucros, a indústria fumageira tem estimulado o amplo emprego de fertilizantes e de agrotóxicos nas plantações de tabaco. Na região Sul, maior produtora de fumo do país, é característica a utilização de mão-de-obra familiar na lavoura do tabaco, sendo freqüente o aproveitamento de crianças em algumas fases do cultivo. Esta prática, associada à ausência de orientações para o uso de fertilizantes e pesticidas de forma segura, tem gerado danos à saúde dos agricultores e de suas famílias, tais como intoxicações agudas e incapacitação para o trabalho, bem como danos ao ecossistema em conseqüência da contaminação do solo, dos alimentos, dos animais e dos rios. A resultante contaminação dos derivados do tabaco que chegam aos consumidores é uma outra conseqüência resultante do emprego inadequado de agrotóxicos.

Os incêndios provocados por cigarros constituem também um importante agravo ao meio ambiente: pelo menos 25% dos incêndios rurais e urbanos são relacionados a pontas de cigarros.