Cigarros podem aumentar o risco do Mal de Alzheimer 
e Demência Senil atinge mais os fumantes

Estudo acompanhou 6.870 homens e mulheres, com mais de 55 anos, num bairro de Roterdã (Holanda). Destes, 146 desenvolveram doenças cerebrais. Os pesquisadores descobriram que os fumantes tinham 2,2 mais chances de desenvolver algum tipo de demência (O Globo, 19/06/98) e (Jornal do Brasil, 19/06/98).

 

Proporções de mortes pelas doenças mais freqüentemente associadas ao tabagismo

O tabaco tem relação causal bem estabelecida com várias doenças. Vinte e cinco por cento das mortes causadas por doença coronariana, 85% daquelas causadas por doença pulmonar obstrutiva crônica e 30% dos óbitos decorrentes de todos os tipos de câncer estão associados ao seu consumo.

·        Doença coronariana na população em geral(25%) - na faixa abaixo dos 60 anos (45%)

·        Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (85%)

É fato que 90% da ocorrência de câncer de pulmão tem no tabagismo seu agente causal. Nesses números não estão incluídas aquelas mortes relacionadas ao tabagismo passivo. Dos casos de câncer de pulmão restantes 1/3 se deve ao tabagismo passivo.

·        Câncer: todos os tipos(30%) - pulmão (90%)

·        30% dos casos de câncer de pulmão em não fumantes estão relacionados ao tabagismo passivo

E em indivíduos com menos de 65 anos 45% das mortes por infarto agudo do miocárdio.

·        Doenças vasculares (25%) (O Globo, 19/06/98) e (Jornal do Brasil, 19/06/98).

 

O discurso de Robert Kennedy

"A cada ano, os cigarros matam mais americanos do que os que morreram na I Guerra Mundial, a Guerra da Coréia e a do Vietnan juntas; quase tanto quanto os que morreram em batalha na II Guerra Mundial. A cada ano, os cigarros matam cinco vezes mais americanos que os acidentes de trânsito. O Câncer de pulmão sozinho mata mais do que as estradas. A indústria do cigarro está lidando com uma arma mortífera. Está barganhando a vida das pessoas pelo ganho financeiro". " Os cigarros teriam sido banidos há anos se não fosse pelo tremendo poder econômico dos seus produtores. Se o poder econômico da indústria de cigarros fosse tão minúsculo quanto o da indústria da maconha, os cigarros certamente seriam ilegais agora e, sua venda sujeita à severas penalidades pelos danos à saúde causados".

"As companhias de cigarro têm demonstrado uma total desatenção às suas responsabilidades públicas. Porém, é também uma reflexão para a nossa sociedade - para todos nós - que o cigarro tem sido permitido em vários países. Não há razão para uma outra geração da raça humana tornar-se vítima de morte prematura. NÓS DEVEMOS AGIR - E, AGIR AGORA (Washington, Terça-feira, 12 de Setembro de 1967)" http://www.cigarro.med.br/conclusão.htm

 

Doenças associadas ao Uso do Cigarro

Estima-se que, no Brasil, a cada ano, 80 mil pessoas morram precocemente devido ao tabagismo, número que vem aumentando ano a ano. Em outras palavras, cerca de 10 brasileiros morrem por hora por causa do cigarro.

As doenças associadas ao uso do cigarro revelam a abrangência dos efeitos nocivos do uso do fumo.

O fumo é responsável por 30% das mortes por câncer e 90% das mortes por câncer de pulmão. Os outros tipos de câncer relacionados com o uso do cigarro são: câncer de boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo de útero.

25% das mortes causadas pelo uso do cigarro provocam doenças coronarianas tais como angina e infarto do miocárdio.

O fumo é responsável por 25% das mortes por doenças cerebrovasculares entre elas derrame cerebral.

Nas doenças pulmonares obstrutivas crônicas tais como bronquite e enfisema 85% das mortes são causadas pelo fumo.

Outras doenças que também estão relacionadas ao uso do cigarro e ampliam a gravidade das conseqüências de seu uso são:

·        Aneurismas arteriais

·        úlceras do trato digestivo

·        infecções respiratórias

Fonte:Ministério da Saúde. Instituto Nacional do Câncer. Coordenação Nacional de Controle de Tabagismo e prevenção primária - CONTAPP. "Falando Sobre Tabagismo". Rio de Janeiro, 1996.

 

Fatores de Risco

O termo risco refere-se à probabilidade de um evento indesejado ocorrer. Do ponto de vista epidemiológico, o termo é utilizado para definir a probabilidade de que indivíduos sem uma certa doença, mas expostos a determinados fatores, adquiram esta moléstia. Os fatores que se associam ao aumento do risco de se contrair uma doença são chamados fatores de risco.

Contrariamente, há fatores que conferem ao organismo a capacidade de se proteger contra a aquisição de determinada doença, daí serem chamados fatores de proteção. A interação entre os fatores de risco e de proteção a que as pessoas estão submetidas pode resultar, ou não, na redução da probabilidade delas adoecerem.

Dois pontos devem ser enfatizados com relação aos fatores de risco: primeiro, que o mesmo fator pode ser de risco para várias doenças (por exemplo, o tabagismo, que é fator de risco de diversos cânceres e de doenças cárdio-vasculares e respiratórias); segundo, que vários fatores de risco podem estar envolvidos na gênese de uma mesma doença, constituindo-se em agentes causais múltiplos.

A multicausalidade é ocorrência comum na carcinogênese, e pode ser exemplificada pela associação verificada entre álcool, tabaco e residência na zona rural, e o câncer de esôfago e entre álcool, tabaco, chimarrão, churrasco e o cozimento de alimentos em fogão de lenha, e o câncer da cavidade bucal. Nestas associações, os fatores de proteção determinados foram, respectivamente, o consumo de frutas e o consumo de frutas cítricas e vegetais ricos em caroteno.

Os fatores de risco podem ser encontrados no ambiente físico, ser herdados ou representar hábitos ou costumes próprios de um determinado ambiente social e cultural.

Nem sempre a relação entre a exposição a um fator de risco e o desenvolvimento de uma doença é reconhecível facilmente, especialmente se se presume que a relação se dê com comportamentos sociais comuns (o tipo de alimentação, por exemplo). Nas doenças crônicas, as primeiras manifestações podem surgir após muitos anos de exposição única (a radiações ionizantes, por exemplo) ou contínua (radiação solar ou tabagismo, por exemplo) aos fatores de risco. Por isso, é importante considerar-se o conceito de período de latência, isto é, o período de tempo compreendido entre a exposição ao fator de risco e o surgimento da doença.

O estudo de fatores de risco, isolados ou combinados, tem permitido estabelecer-se relações de causa-efeito entre eles e determinados tipos de câncer.

Fonte: MINISTÉRIO DA SAÚDE. INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER. COORDENAÇÃO DE PROGRAMAS DE CONTROLE DO CÂNCER."O Problema do Câncer no Brasil", quarta edição revisada e atualizada. Rio de Janeiro, 1997.