Prazer destruidor
Médicos
neurologistas explicam que o grande problema das drogas é que elas danificam o
cérebro. Aprendemos que os neurônios são células que não se regeneram. Então,
os danos causados pela química serão irreversíveis. Se usarmos drogas constantemente,
poderemos sofrer perda de memória ou até demência. Em pessoas que têm
distúrbios psicológicos ou psiquiátricos, o efeito das drogas potencializa as
crises psicóticas e paranóicas, aumentando a agressividade e o descontrole.
Poderemos
ter problemas circulatórios, derrames, sangramentos (hemorragias) ou parada
cardíaca. Sem contar que as drogas enfraquecem o organismo, facilitando o
aparecimento de outras infecções. Aí, é muito importante lembrar os riscos de
se contrair aids, hepatite e várias outras doenças por compartilhar seringas ou
manter relações sexuais sem camisinha nos momentos de euforia.
A
médio prazo, as drogas nos levam a uma mudança visível de comportamento,
causando sérios problemas nos nossos relacionamentos com amigos, família e
colegas de trabalho. O próprio desempenho no trabalho fica comprometido e pode
levar ao desemprego. Em pouco tempo, o indivíduo chega a um grau de dependência
tão alto, que ele perde a noção de seus atos. Ele passa a viver em função de
obter as drogas. Começa a vender seus pertences de valor, depois começam a
furtar objetos da própria casa, da família, dos amigos, até que se vê roubando
ou mesmo matando para conseguir o dinheiro e comprar a droga.
Enquanto
isso, todos aqueles que nos amam e nos cercam entram num cenário de sofrimento
e impotência. Muitas vezes, a única solução é a internação em centros de
recuperação, o que é doloroso não só para o indivíduo, como para toda a sua
família. Afinal, o tratamento de desintoxicação é extremamente difícil e lento.
E o dependente será eternamente um dependente, tendo que passar toda a sua vida
em recuperação.
As
estatísticas mostram que quem começa a usar drogas na adolescência e se vicia
vive, em média, até os 23 anos de idade. Se considerarmos que a expectativa de
vida do brasileiro hoje é de 76 anos, será que vale a pena sacrificarmos dois
terços das nossas vidas para garantir sensações e prazeres por algumas horas?
Se é emoção o que queremos, um passeio na montanha russa, um salto de
pára-quedas, um rapel pelas cachoeiras da região ou qualquer outra aventura
pode ser bem mais interessante!