Modos de uso

 

A maneira como as drogas são introduzidas no organismo modificam o efeito dos entorpecentes. Elas podem ser engolidas, inaladas (cheiradas), absorvidas pela pele, fumadas ou injetadas.

A cocaína, por exemplo, pode ser inalada (em pó), injetada (diluída) ou fumada (crack). O crack é um subproduto feito da pior parte da cocaína. Leva apenas 15 segundos para chegar ao cérebro e desencadear sensações, só que seu efeito passa em cinco minutos, deixando o usuário completamente deprimido. O crack ficou conhecido, principalmente, por três características: é barato, vicia em poucas vezes de uso e causa graves lesões no cérebro, podendo matar em poucos meses.

 

Da euforia à depressão

Os efeitos provocados pelas drogas podem variar desde estados de euforia até crises depressivas. Vai depender do tipo de substância ativa no entorpecente. Neste sentido, as drogas chamadas psicotrópicas podem ser divididas em três grupos: o das estimulantes, o das depressoras e o das perturbadoras.

 

São estimulantes as drogas que agem no Sistema Nervoso Central, aumentando a atividade do cérebro e deixando a pessoa “elétrica”, em estado de alerta. Dá a impressão de sermos mais fortes, potentes, corajosos, eficientes. Enquanto isso, o coração e a respiração ficam acelerados, a pressão sobe, perdemos o apetite e o sono.

 

As drogas depressoras, ao contrário, diminuem a atividade do Sistema Nervoso Central, retardando todas as funções do organismo, trazendo uma espécie de paz e relaxamento. As sensações desagradáveis e a angústia parecem desaparecer por alguns instantes. Não percebemos, mas o raciocínio fica lento, a fala fica arrastada, o metabolismo vai diminuindo, até que haja uma convulsão ou parada cardiorrespiratória – situações que podem matar.

 

No terceiro grupo, estão os alucinógenos, as chamadas drogas pesadas, aquelas que têm efeito perturbador, psicodélico. Elas produzem distorções no pensamento, alteram a atividade cerebral, causando alucinações, mudança na percepção de cores e sons. É comum o usuário dizer que viu e conversou com demônios, monstros, figuras sobrenaturais, animais. Algumas pessoas chegam a atirar contra paredes ou mesmo tentar o suicídio, tamanho o pavor das alucinações.