O
problema de pele mais freqüente entre os jovens, é a acne. Ela surge na
adolescência e chega a perdurar, até a idade adulta. Na maioria dos casos,
esse problema é hereditário. Onze por cento das pessoas entre 25 e 44 anos de
idade apresentam acne. Ela está relacionada ao tipo de pele. Especialistas
classificam quatro tipos de pele: pele seca é fina, opaca (sem brilho), poros pouco visíveis, com tendência à
descamação, principalmente no frio. Após lavar, ocorre uma sensação de "repuxamento".No
corpo, a pele seca provoca coceira.
Pele normal tem um
aspecto liso e luminoso, não se evidenciam poros dilatados e não há
ressecamento. Pele mista
apresenta aspectos da pele oleosa (em geral, no nariz, testa e queixo) e de pele
normal ou seca (no resto do rosto).
E
por fim a pele oleosa,
que tem um aspecto brilhante, aparentemente grossa,
com poros dilatados, mais evidentes no nariz e bochechas. É facilmente irritável,
difícil de maquiar, esse tipo de pele está associada à acne (cravos e
espinhas).
A
acne é uma doença que acomete os poros existentes na pele. A hiperatividade
das glândulas sebáceas é o principal fator na formação da acne. Esta produção
exagerada de sebo misturada a outras substâncias, forma um tipo de "tampão"
que provoca a obstrução do poro. Assim, é impedida a saída natural das células
mortas e bactérias que normalmente aí se encontram. As alterações hormonais
que ocorrem na puberdade, principalmente o aumento do hormônio masculino
(androgênio), são uma das principais causas da produção excessiva de sebo.
Outro
fator importante é a produção excessiva de células mortas contendo uma substância
chamada queratina. Essas células unem-se ao sebo colaborando na obstrução dos
poros.
O
resultado de todos estes fatores é a formação de pequenos pontos brancos ou
negros elevados sobre a pele, denominados "comedões". À medida que a
glândula continua a secretar sebo e a via de saída está obstruída, as
paredes laterais da glândula dilatam-se. O "comedão" transforma-se,
então, em espinha.
Tratamento
A
acne tende sempre a evoluir para a cura, no entanto se não tratada deixa
cicatrizes, muitas delas psicológicas, por isso a evolução deve ser detida.
São muitos os fatores que interferem na formação da acne, assim cada
caso deve ser orientado de maneira especial. Precisam ser tratadas as perturbações
que possam ocasionar queda de resistência orgânica e favorecer o
desenvolvimento de processos infecciosos.
Como evitar?
Por
seu aparecimento ser de ordem genética, não há como evitar o aparecimento da
acne. Entretanto, alguns cuidados podem prevenir o agravamento do problema:
-
Evite a exposição prolongada ao sol;
-
Use sempre filtro solar adequado ao seu tipo de pele;
-
Dê preferência a cosméticos à base de gel, em troca daqueles à base de óleo;
-
Não manipule, esprema ou coce suas espinhas. Você poderá agravar o problema;
-
Procure um dermatologista para a indicação de produtos adequados ao seu tipo
de pele;
Coçar,
espremer ou quaisquer outras formas de manipulação das espinhas podem gerar
cicatrizes. Além disso, a ruptura de um cravo libera bactérias, fungos e
outras substâncias que podem causar irritações ou inflamações na pele,
aumentando ainda mais o problema de quem tem
acne. Sem o tratamento adequado, a acne costuma persistir até o final da
adolescência, podendo ainda manifestar-se por muitos anos apenas como espinhas
isoladas.
Para os casos mais leves, cremes e adstringentes vendidos comercialmente
podem ser usados com a finalidade de conter ou atenuar a acne, pois, se usados
corretamente diminuem a oleosidade da pele responsável por muitos cravos e
espinhas, que para tormento dos jovens, sempre aparecem nos momentos mais impróprios.
Fontes
consultadas:
http://www.dermatologia.hpg.ig.com.br/
http://www.naturale.med.br/acne.htm
Revista UMA. Acne nunca mais! Edição de outubro de 2002.