Os anticorpos contra o HIV
aparecem no soro ou plasma de indivíduos infectados, em média, 3 a 12 semanas
após a infecção. Em crianças com até 18 meses, o resultado dos testes são de
difícil interpretação, já que freqüentemente os anticorpos detectados contra o
vírus são decorrentes da transferência passiva de anticorpos maternos. Nesses
casos, os testes imunológicos não permitem a caracterização da infecção.
Os testes para detecção da
infecção pelo HIV podem ser divididos em quatro grupos: testes de detecção de
anticorpos, testes de detecção de antígenos, técnicas de cultura viral e testes
de amplificação do genoma do vírus.
As técnicas usualmente
empregadas no diagnóstico da infecção pelo HIV se baseiam na detecção de
anticorpos contra o vírus e são usadas para triagem inicial. Detectam a
resposta do hospedeiro ao vírus, e não o vírus.
Os testes de detecção de
anticorpos são:
·
o ELISA
(Enzime Linked Immunosorbent Assay, ou ensaio de imunoadsorção ligado á
enzima), que é o mais usado, por sua facilidade de automação, custo
relativamente baixo e elevada sensibilidade e especificidade,
·
a
Imunofluorescência indireta, utilizada na confirmação sorológica,
·
o
Western-blot, considerado "padrão ouro" para confirmação do resultado
na etapa de triagem. Tem alta especificidade e sensibilidade mas seu custo é
alto.
·
os Testes
rápidos e testes simples que dispensam equipamentos para a sua realização,
sendo de fácil execução e leitura visual. Aplica-se em inquéritos
epidemiológicos. A sensibilidade é comparável à dos testes de ELISA.
·
Testes de
detecção do vírus ou suas partículas, são mais complexos e caros e por isso
restritos a ensaios clínicos e pesquisas. Alguns são empregados na rotina de
tratamento e acompanhamento do doente e não para diagnóstico. Dentre estes os
principais são:
·
Testes de
amplificação do genoma do vírus (carga viral): é a análise quantitativa da
carga viral por técnicas baseadas na amplificação de ácidos nucléicos,
amplificação de DNA em cadeia ramificada e amplificação seqüencial de ácidos
nucleicos. Têm alta sensibilidade, permitindo o acompanhamento da resposta à
terapêutica anti-retroviral.
·
contagem de
TCD4+ em sangue periférico: a contagem de células TCD4+ em sangue periférico
mede a imunocompetência celular; é útil no acompanhamento de soropositivos.
Habitualmente, o teste ELISA é
o primeiro exame de sangue feito para verificar se a pessoa está infectada com
HIV. Se este teste der positivo, outro teste mais específico, normalmente teste
WESTERN BLOT, é feito para confirmar os resultados.
Qualquer pessoa que passou por
uma situação de risco pode submeter-se ao teste, que é sigiloso e gratuito, e
está disponível nos Centro de Saúde.
É
importante lembrar que o teste detecta a presença de anticorpos contra o HIV e
não o HIV, por isso é necessário que decorra algum tempo entre o contato de
risco e a formação de anticorpos. Só haverá anticorpos circulantes no sangue
depois de decorrido este período, chamado janela biológica, varia de três a doze
semanas (1½ mês a 3 meses, com média de aproximada de 2,1 meses) após a
exposição de risco e aquisição do vírus.
Se quiser pode também solicitar
no Centro de Saúde um aconselhamento sobre fazer ou não o teste e como
enfrentar um resultado positivo. Procure um serviço público ou se informe no
Disque-AIDS.
Lembre-se este exame só pode
ser feito com o consentimento da pessoa.
Estes testes, são obrigatórios
apenas em doadores de sangue ou de
órgãos e gestantes, de preferência no
início do acompanhamento pré-natal.
Resultado positivo significa
que a pessoa é portadora do vírus, é um soropositivo e pode ou não estar com
AIDS. A procura de tratamento médico é necessária pois a infecção é controlável.
Portadores assintomáticos podem
transmitir o vírus para outras pessoas, razão pela qual é importante comunicar
o resultado aos parceiros que devem também realizar o teste anti-HIV.
É necessária a adoção de
práticas seguras para a redução de riscos de re-infecção pelo HIV e outras DST.
Resultados falso-positivos decorrem de problemas técnicos ou
alterações biológicas no indivíduo que determinam reatividade, independente da
condição investigada. Os de origem técnica são: contaminação de ponteiras ou da
reação por soros vizinhos fortemente positivos, troca de amostras, ciclos
repetidos de congelamento e descongelamento, pipetagens de baixa acerácea,
inativação da amostra a 56°C e transporte ou armazenamento inadequado das
amostras ou kits.
Como causas biológicas de
resultados falso-positivos são, entre outras, semelhanças antigênicas entre
microrganismos, doenças auto-imunes, infecções por outros vírus, uso de drogas
endovenosas, aquisição passiva de anticorpos anti-HIV. Nem todas as reações
falso-positivas têm causa definida ou podem ser evitadas.
Resultado negativo:
O resultado negativo significa
que a pessoa não está infectada ou que foi infectada tão recentemente que ainda
não produziu anticorpos necessários para detecção pelo teste utilizado e é, neste
caso um falso-negativo.
Influem nos resultados
falso-negativos, a sensibilidade do teste, em função das diferentes capacidades
de detecção dos kits, da ocorrência do período de janela imunológica ou da
variabilidade na constituição antigênica dos conjuntos de diagnóstico. Entre os
fatores de ordem técnica que levam a resultados falso-negativos, estão: troca
da amostra, uso de reagentes fora do prazo de validade, equipamentos
desajustados, pipetagem incorreta e transporte ou armazenamento inadequado das
amostras ou dos kits.
É importante destacar que um
resultado negativo não significa imunidade.
Um resultado indeterminado pode
significar um falso-positivo devido a razões biológicas ou um verdadeiro
positivo de infecção recente que ainda não desenvolveu anticorpos.
Janela imunológica:
É o tempo compreendido entre a
aquisição da infecção e a soroconversão (também chamada de janela biológica).
Varia de seis a doze semanas (um mês e meio a três meses) após a aquisição do
vírus, com o período médio de aproximadamente 2,1 meses. Os testes utilizados
apresentam geralmente níveis de até 95% de soroconversão nos primeiros 5,8
meses após a transmissão.
Soroconversão:
É a positivação da sorologia
para o HIV, que ocorre entre 6 a 12 semanas após o contágio (período conhecido
como janela imunológica). Como os testes diagnósticos detectam a presença de
anticorpos para o HIV, só devem ser realizados após este período.