Sintomas

 

Os sintomas da infecção por HIV (AIDS) são:

- febre que dura de dias a um mês, sem outra doença presente e sem outra causa aparente

- períodos prolongados de calafrios e suores

- fadiga crônica e interminável

- perda de apetite ou anorexia

- perda de peso superior a 10% do peso corporal, sem nenhuma doença ou condição presente

- dor crônica dos músculos e juntas sem nenhuma razão

- dor de garganta persistente sem explicação

- aumento dos nódulos linfáticos prolongados e sem explicação

- diarréia, especialmente se durar mais que um mês e sem nenhuma outra doença presente

 

Formas de transmissão

Embora o vírus tenha sido isolado de vários fluidos corporais como saliva, urina, lágrimas, apenas o contato com sangue, sêmen, secreções vaginais e leite materno de indivíduos soropositivos representam fontes de infecção.

As principais formas de transmissão do HIV são:

relação sexual sem proteção – sem o uso de preservativo (camisinha)

sangüínea - em receptores de sangue ou hemoderivados contaminados e em UDI ao partilharem o uso de agulhas seringas

vertical - transmissão da mãe para o filho durante a gestação, parto ou por aleitamento materno

ocupacional - por acidente de trabalho, em profissionais da área da saúde que sofrem ferimentos com instrumentos pérfuro-cortantes contaminados com sangue de pacientes HIV+. Algumas considerações sobre essas formas de transmissão:

 

Transmissão Sexual

O sexo desprotegido ou de risco, isto é relações sexuais sem o uso de preservativo de látex, representa, hoje, a principal forma de transmissão do HIV no mundo todo. A Organização mundial da Saúde (OMS), considera a transmissão heterossexual por meio de relações sem o uso de preservativo como sendo, do ponto de vista global, o modo de transmissão do HIV mais freqüente. Os dados estatísticos atuais, no Brasil, confirmam esta posição.

A infecção pode acontecer durante uma relação sexual anal, vaginal ou oral.

Os fatores que aumentam o risco de transmissão do HIV numa relação heterossexual são:

·        parceiro HIV+,

·        alta viremia,

·        imunodeficiência avançada,

·        relação anal receptiva

·        relação sexual oral, especialmente se houver lesões de mucosa ou gengivas,

·        relação sexual durante a menstruação

·        qualquer tipo de prática sexual que envolva contato genitália-mucosa ou penetração que se faça sem uso de preservativo de látex

·        e presença de outra DST.

Tanto as DST que apresentam úlceras como as que causam corrimentos ou verrugas que aumentam o risco de transmissão do HIV.

Os preservativos masculinos e femininos são a única barreira comprovadamente eficaz contra o HIV, e o uso correto e sistemático deste método pode reduzir substancialmente o risco de transmissão do HIV e outras DST. O uso regular de preservativos pode levar ao aperfeiçoamento na técnica de utilização, reduzindo a freqüência de ruptura e escape e, conseqüentemente, aumentando sua eficácia.

 

Por que se dá tanta atenção a transmissão do HIV pela via sexual?

O sexo é uma parte importante da vida humana. As relações sexuais significam a perpetuação de nosso código genético, mas representam também nossa afetividade. Não nascemos UDI, mas nascemos sexuados. É porque diz respeito a todas as pessoas que este modo de contágio é tão importante, para não dizer o principal. E também porque neste modo de contágio as medidas de prevenção são mais efetivas.

A relação sexual é uma troca, de sensações e sentimentos, mas também, de microorganismos. Muitas doenças são transmitidas através do sexo, principalmente quando nos descuidamos. A AIDS é também uma doença sexualmente transmissível.

O HIV pode ser encontrado em diversos líquidos produzidos por nosso organismo, os com potencial infectante são: o leite da mãe soropositiva, o sangue, o esperma e as secreções vaginais. Dessa forma, os parceiros do ato sexual trocam entre si substâncias que servem de veículo para o vírus. Essa troca se dá em regiões do corpo sujeitas a ocorrência de microtraumatismos produzidos durante o ato sexual, o que representa porta de entrada importante para o HIV. Se um dos envolvidos for soropositivo são enormes as chances de que "passe" a doença para o outro.

Não há como saber se um parceiro em potencial está contaminado ou não, há portadores do vírus nos quais a doença ainda não se manifestou ou que desconhecem sua condição de fonte de infecção. Como as pessoas não se submetem a testes anti-HIV periodicamente e o indivíduo HIV+ pode se manter saudável por muito tempo antes dos primeiros sinais de alerta da doença não há um método seguro de saber se o provável ou eventual parceiro é soropositivo ou não. O que há é o fato de que quanto mais parceiros, maiores as probabilidades de um contato com o HIV. Há também a certeza de que o uso rotineiro e correto do preservativo é o principal meio de evitarmos a doença.

Manter relações sexuais com grande número de pessoas é um fator de risco na infecção pelo vírus. Esta prática facilita também a propagação de outras DST, a presença de outra DST favorece a entrada do HIV, e assim por diante, formando uma cadeia ou círculo vicioso.

Na relação entre um homem e uma mulher, qualquer um pode ser infectado. Mas o risco é maior para as mulheres, porque a quantidade de vírus é maior no esperma do que nas secreções vaginais. Mas, se a mulher soropositiva estiver com outra DST, apresentar corrimento vaginal devido a inflamações, ou estiver menstruada, a quantidade de vírus aumenta, e com isso as possibilidades de ela transmitir o HIV para o homem.

É importante, ao considerar a transmissão do HIV pelo contato sexual, levar em conta os homossexuais masculinos. Isto porque, nesta relação a penetração ocorre por via anal, e o pênis pode ocasionar feridas no reto ou sofrê-las durante a penetração. Essas lesões facilitam a transmissão do HIV. No homossexualismo feminino não ocorre penetração, isto diminui o risco de contágio mas não o elimina.

De qualquer modo, como se pode perceber, é preciso ocorrer um contato intimo e desprotegido para haver a transmissão do HIV.

A convivência familiar ou social com portadores do vírus ou doentes de AIDS não acarreta riscos de contaminação. Da mesma forma, abraços, apertos de mão, uso comum de copos e xícaras não resultam em infecção.

 

Sangüínea

A transmissão por transfusão de sangue e derivados tem tido importância decrescente nos países que adotaram medidas de controle da qualidade do sangue utilizado, como é o caso do Brasil.

A transmissão sangüínea associada ao uso de drogas injetáveis é um meio eficaz de transmissão do HIV devido ao uso compartilhado de seringas e agulhas.

A disseminação da infecção pelo HIV entre UDI em vários países, levantou importantes questões sobre a natureza do comportamento dos dependentes, e da possibilidade de modificá-lo por meio de intervenções preventivas, de modo a reduzir o risco de transmissão do HIV.

Houve, por parte de muitos, certo ceticismo sobre a eficácia de ações educativas nessa população. O temor de que a estratégia de redução de danos, baseada na facilitação do acesso a equipamento estéril de injeções, pudesse levar ao aumento da população de usuários de drogas, surpreendeu aos que se posicionaram contra a medida não se concretizando. Foi demonstrado que os UDI respondem bem às ações preventivas e são capazes de reduzir a freqüência das situações de risco.

 

Transmissão Vertical

É a exposição da criança ao contágio pelo HIV durante a gestação, parto ou aleitamento materno. A transmissão intra-uterina é possível em qualquer fase da gravidez, sendo menos freqüente no primeiro trimestre. Estudos demonstraram que grande parte dos casos de transmissão do HIV da mãe para o filho ocorre durante o período intraparto, e são causados por:

·        transfusão do sangue materno para o feto durante as contrações uterinas,

·        infecção após a ruptura das membranas,

·        contato do feto com as secreções ou sangue infectados do trato genital materno.

 

Ocupacional

Ocorre quando profissionais da área da saúde se ferem instrumentos pérfuro-cortantes contaminados com sangue de pacientes HIV+. O risco médio de contrair o HIV após exposição percutânea a sangue contaminado é estimado em aproximadamente 0,3%. Na exposição de mucosas, esse risco cai para aproximadamente 0,1%.

Fatores de risco favorecedores deste tipo de contaminação são:

·        a profundidade e extensão do ferimento

·        a presença de sangue visível no instrumento que produziu o ferimento,

·        o procedimento que resultou na exposição e,

·        o paciente fonte de a infecção ter evidências de imunodeficiência avançada, tais como sinais clínicos da doença, carga viral elevada, CD4 baixo.