Prevenção

 

Se até o momento não existe cura para a AIDS, várias maneiras de se evitar o contágio são conhecidas. A primeira arma é sempre o conhecimento. A AIDS é evitável, desde que conheçamos as formas de transmissão e os meios de contaminação pelo HIV. A verdade é que qualquer indivíduo que não adote medidas preventivas corre o risco de se contaminar e isto inclui eu e você.

Cada modo de transmissão tem seu correspondente na profilaxia.

·        Sexual:

Para evitar a infecção pelo HIV e a AIDS através do relacionamento sexual, são necessários alguns pequenos cuidados, relacionados ao comportamento.

Reduzir o número de parceiro, pois a possibilidade de infecção através do sexo é diretamente proporcional ao número de parceiros (as) sexuais.

O relacionamento com um (a) único (a) companheiro (a) tem seu nível de segurança elevado quando acompanhado do uso sistemático do preservativo.

Os preservativos masculinos e femininos são a única barreira comprovadamente efetiva contra o HIV. O uso correto e rotineiro deste método reduz substancialmente o risco de transmissão do HIV e de outras DST.

O uso regular de preservativos leva ao aperfeiçoamento na sua técnica de utilização, reduzindo a freqüência de ruptura e escape e, conseqüentemente, aumentando sua eficácia. O uso correto e sistemático do preservativo masculino reduz o risco de aquisição do HIV e outras DST em até 95%.

O contato sexual com pessoas desconhecidas ou de comportamento promiscuo é arriscado. Na eventualidade de um relacionamento assim, o uso da camisinha é obrigatório.

Deve-se escolher as camisinhas de marca conhecida e de qualidade comprovada.

Preferir as que já vêm lubrificadas, o que é especificado na embalagem, pois a lubrificação diminui o atrito e impede que o preservativo rasgue.

A data de validade deve ser verificada, como em qualquer outro produto industrializado.

As camisinhas são descartáveis e jamais devem ser reutilizadas.

Ao manipula-las cuidado para não perfurá-las com as unhas ou anéis.

O preservativo deve ser colocado quando o pênis estiver ereto, para que se ajuste perfeitamente a ele.

É importante não esquecer de comprimir a ponta da camisinha, para que fique sem ar: esse espaço vai receber o esperma. Assim, evita-se que ela se rompa no momento da ejaculação.

Após a ejaculação, a camisinha deve ser retirada com cuidado, procurando-se evitar o vazamento do esperma.

Após o ato sexual os parceiros devem lavar com água e sabão os órgãos genitais.

·        Sangue ou Derivados

Usar apenas sangue testado nas transfusões

Restringir as transfusões aos casos em que elas forem realmente necessárias.

Em caso de cirurgias programáveis estoque o seu próprio sangue

Esta triagem deve ser também adotada para órgãos e tecidos transplantados, bem como para o esperma, quando se trata de casos de inseminação artificial.

Se incapaz de abandonar o uso de drogas injetáveis, usar seringas e agulhas descartáveis, lembrando que este material é de uso individual e exclusivo, se a quantidade de droga administrada permitir dê um destino adequado ao material usado.

Utensílios perfuro-cortantes de manicures, pedicures, acupunturistas e tatuadores, quando não descartáveis, devem passar por processos de esterilização.

Instrumentos cortantes (lâminas de barbear, por exemplo) não devem ser compartilhados com ninguém.

·        Transmissão Vertical

Optar pelo parto cesariano para evitar que a contaminação se dê pelo contato com o sangue na passagem do bebê pelas vias naturais.

Usar leite de outra origem que não a mãe

Se a criança foi infectada intra-útero deve ser monitorada pois estas infecções nem sempre resultam em doença

·        Transmissão ocupacional

Dois aspectos devem ser considerados: a transmissão da doença para profissionais da área de saúde (médicos, pessoal de enfermagem, dentistas, etc.) e a transmissão do profissional para seus pacientes. Ambos os casos são raros e o risco pode ser nulo, desde que as medidas preventivas sejam respeitadas. A redução do risco de transmissão ocupacional, baseia-se:

·        na utilização sistemática das normas de biossegurança,

·        na determinação dos fatores de risco associados e na sua eliminação, e

·        na implantação de novas tecnologias da instrumentação usadas na rotina de procedimentos invasivos.

Importante assinalar que formas alternativas de transmissão são altamente improváveis e que a experiência acumulada é suficientemente ampla para se assegurar enfaticamente que não há razões para qualquer restrição a participação de indivíduos HIV+ em seus ambientes domésticos, escolares, sociais ou profissionais.

 

 Sexo mais seguro

A epidemia de HIV/AIDS trouxe para o nosso dia a dia a preocupação com as diversas formas de obter prazer. As relações sexuais com penetração sem proteção foram as mais visadas, levando a confundir práticas, preferências e orientações sexuais. O sexo enquanto fonte de prazer chegou a ser estigmatizado em algumas comunidades.

Essas idéias e atitudes equivocadas produziram algumas mudanças comportamentais, às vezes radicais, incluindo opções como a castidade e a abstinência ou a redução do número de parceiros sem contemplar outros aspectos da sexualidade.

Como reação ao cerco contra a livre expressão da sexualidade e contra medidas que impedem as pessoas de desenvolverem e exercerem suas práticas sexuais, surgiu nos meados da década de 80, nos EUA, a expressão safer sex ou sexo mais seguro.

Sexo mais seguro significa impedir o contato, sem proteção. Procura, pelo emprego de técnicas, atitudes e comportamentos que substituem a relação sexual com penetração sem proteção. Serve também como um preparo para que a penetração seja feita com proteção (camisinha). O sexo mais seguro estimula os parceiros a descobrirem zonas de prazer no corpo um do outro, pouco exploradas, retirando do ato de penetração seu caráter imprescindível e indispensável.

Segurança aqui significa respeito à sua saúde e à do (a) parceiro (a) e responsabilidade pelo seu próprio bem-estar.

 

Importante saber e lembrar

É ilegal a exigência da realização do teste HIV para fins de emprego (exames pré-admissionais) ou em exames periódicos de funcionários.

O teste só pode ser realizado com autorização da própria pessoa.

Ninguém é obrigado a informar a sua própria condição de infectado.

Ninguém pode ser impedido de freqüentar ambientes como escolas, clubes e outros por ser soropositivo ou doente de AIDS .

Importante alertar seus parceiros sobre a possibilidade deles estarem também infectados.

Informar ao parceiro sua condição de soropositivo é uma demonstração de amor e respeito.

Existe o Programa DST / AIDS para portadores do vírus.