Ciclismo
Texto:
Paulo Toledo
Consultor
esportivo: professor-doutor Henrique Luiz Monteiro
A “bike” é um meio de transporte que muitos de nós estudantes
usamos para chegar à universidade. Mas, independentemente disso, é muito
gostoso sentir o vento no rosto quando estamos pedalando, apesar de todas as
dificuldades que o trânsito da cidade nos oferece. Mas, além desse lado, o
ciclismo pode ser usado para mantermos nossa forma física, desde que praticado
de forma correta, os benefícios são muitos.
O ciclismo é um esporte que pode ser utilizado para se obter
um condicionamento físico mais apurado e é indicado, inclusive para aquelas
pessoas para quem a caminhada já não é capaz de proporcionar um impacto físico
que seja benéfico, pois já está em seu limite, fazendo com que o corpo não
consiga mais avanços.
No ciclismo, assim como na
natação, há a vantagem da eliminação do efeito do peso corporal. Mas, é
fundamental que o exercício seja constante, isto é, não podemos passear de
bicicleta. Assim, temos que fazer o exercício de modo que até nas descidas
tenhamos que pedalar.
Porém, é preciso verificar na
cidade um espaço adequado para a prática do ciclismo, já que na cidade as
paradas de semáforos, por exemplo, podem prejudicar a qualidade do exercício,
pela necessidade de paradas e quebra da continuidade.
A intensidade e o tempo da
prática do ciclismo podem ser definidos de acordo com os parâmetros do Colégio
Americano de Medicina do Esporte (American College of Sports Medicine – ACSM).
Estes parâmetros podem ser obtidos através de cálculo que pode realizado por
qualquer pessoa, dependendo do objetivo de cada um, como por exemplo: para
emagrecer ou para melhorar a condição cardiorrespiratória.
Porém, é preciso adotar uma série de cuidados com o ajuste do
equipamento às nossas condições corporais para que o exercício seja bem feito e
não cause problemas .Vamos ver alguns básicos:
A)
A altura do
selim deve ser regulada para que, quando a perna estiver na posição mais
distante, o joelho ainda esteja levemente flexionado, para evitar trabalhar com
a perna estendida.
B)
A altura do
selim deve estar alinhada com a ponta do canote do guidão.
C)
A distância
entre o selim e o guidão deve ser a soma do nosso antebraço mais a mão
estendida, de forma que o cotovelo fique encostado na ponta do selim e o dedo
na ponta do canote.
D)
É fundamental
que a cada 5 ou 10 minutos nos levantemos do banco e pedalemos em pé durante
algum tempo, de modo a que ocorra circulação sangüínea na região pubiana.
Estudos mostram que a falta de circulação pode ocasionar problemas circulatórios e neurológicos.
Nesse Caso, em bicicletas convencionais pode-se aproveitar os aclives
para pedalar em pé. Enquanto nas estacionárias, o aclive pode ser simulado
aumentando a carga da bicicleta.
E)
É preciso
levarmos em consideração as regras básica de vestimenta e comportamento, a
serem adotadas quando praticamos esportes.
A decisão de
caminhar, praticar ciclismo ou realizar outro esporte deve ser acompanhada
de uma série
de cuidados, com o
objetivo de preservar nossa saúde e aproveitar
ao máximo os
resultados que podem ser obtidos:
O
Colégio Americano de Medicina do Esporte (American College of Sports Medicine –
ACSM) realizou estudos que indicaram a freqüência cardíaca e o tempo que um
determinado exercício deve durar, dependendo da capacidade física do indivíduo.
Vamos dividir em alguns tópicos para a facilitar a vida de cada um.
É de fundamental importância levar em
consideração que para cada objetivo é necessário que se observe o que é
recomendado pelo ACSM em termos de freqüência da prática esportiva e a
freqüência cardíaca a ser implementada. Para emagrecimento, existe um cálculo
específico (veja exemplo).
Esses
cálculos e recomendações de períodos valem para todas as práticas esportivas.
Quem
quer perder peso: O ideal
durante o exercício é que se fique entre 60% e 65% da capacidade
cardiorrespiratória que é calculada assim:
(FCME = Freqüência Cardíaca de Esforço)
(FCR = Freqüência Cardíaca de Repouso, que
é medida após ficarmos 10 minutos sentados e sem falar)
(FCRR = Freqüência Cardíaca de Reserva)
220 – idade = FCE
FCE – FCR = FCRR
FCRR
x 0,60 = P
FCRR
x 0,65 = Y
P + FCR = Limite inferior de trabalho da
freqüência cardíaca
Y = FCR = Limite superior de trabalho da
freqüência cardíaca
Exemplo:
FCE = 220 – 19 = 201
FCRR = 201 - 76 = 125
P =
125 x 0,60 = 75
Y =
125 x 0,65 = 81,25 = 81
Limite inferior de trabalho da freqüência
cardíaca = P + FCR = 75 + 76 = 151
Limite superior de trabalho da freqüência
cardíaca = Y = FCR = 81 + 76 = 157
Conclusão:
Assim, um estudante de 19
anos, que tiver freqüência cardíaca de repouso de 76 batidas por minuto deverá
trabalhar a caminhada, ou qualquer outro tipo de esporte, como natação e
ciclismo, para que sua freqüência cardíaca fique entre 151 a 157 batidas por
minuto.
O tempo de exercício
-caminhada, natação ou bicicleta- deve ficar entre 45 e 60 minutos. A cada 15
dias podemos aumentar 5 minutos.
Com a evolução do trabalho
corporal , recomenda-se que esse
cálculo seja refeito a cada 60 dias. No caso da caminhada, a evolução máxima é
até 7 quilômetros por hora. Depois disso, é importante buscar outro esporte,
como bicicleta, natação ou corrida para continuar evoluindo.
IMPORTANTE:
Os dias de exercício devem
ser alternados para permitir a recuperação do corpo antes da próxima carga.
Caso contrário, podemos entrar em
“overtraining”, que é prejudicial à nossa saúde corporal.
Quanto mais
condicionado, menor será o número de batidas de nosso coração em repouso. A
Freqüência Cardíaca de Repouso de um atleta pode chegar à metade da de uma
pessoa comum.